CHACINA DO CAUAMÉ: Silvino Lopes irá a julgamento nesta terça-feira

Publicado em 06 setembro 2016

A pedido do Ministério Público do Estado de Roraima, o Tribunal do Júri julga nesta terça-feira, 06/09, o réu Silvino Lopes, acusado de ser coautor nos crimes que resultaram na morte de sete jovens e deixaram outros dois feridos. O crime ocorreu em 2000 e ficou conhecido como a “Chacina do Cauamé”.

O julgamento inicia às 8 horas e segue durante o dia. Aberto ao público, o júri acontece no Fórum Criminal, na Av. José Tabira de Alencar Macedo, nº 602, bairro Caranã. A acusação será conduzida pelo promotor de justiça Carlos Paixão de Oliveira.

Conforme a denúncia do MPRR, Silvino Lopes será julgado por homicídio triplamente qualificado em razão do motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas e ainda por tentativa de homicídio. Os crimes são previstos no artigo 121, combinado com 14 e 69, todos Código Penal.

Esta é a segunda vez que o réu vai a julgamento. Em 2001, Silvino Lopes foi absolvido pelo júri, porém o MPRR recorreu e a justiça anulou o julgamento. Apesar de recorrer da decisão, o réu teve todos os pedidos indeferidos, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal.

O crime

No dia 5 de novembro de 2000, sete jovens – entre 13 e 21 anos – foram brutalmente assassinados e dois gravemente feridos enquanto acampavam às margens do rio Cauamé, em Boa Vista. O advogado Silvino Lopes, o seu cunhado Mocélio Pereira Linhares e o ex-policial civil Wellington Gentil são acusados pelos crimes.

Consta nos autos que os réus agiram de forma premeditada. Durante a chacina obrigaram os jovens a deitarem no chão. Em seguida, com requintes de crueldade e armados com revólveres e facas iniciaram a execução das vítimas.

O fato gerou repercussão nacional pela crueldade dos crimes. Ao todo, os jovens H.S.N., E.S.L., J.C., R.A.S., R..A.S., T.M.F.R., G.A.L.S., R.S.V., e R.A.S. foram vitimados com aproximadamente 80 facadas e seis tiros.

Julgamentos

Em 2007, Wellington Gentil foi condenado a 115 de reclusão. Atualmente cumpre pena na Cadeia Pública de Boa Vista. Este foi o segundo julgamento do réu, que em 2001 também foi absolvido dos crimes e teve o julgamento anulado, após pedido do MPRR.

Quanto ao réu Mocélio Pereira Linhares, o promotor de justiça Carlos Paixão destaca que o réu encontra-se foragido desde 2000. “Qualquer informação sobre a localização do acusado deve ser comunicado as autoridades, inclusive, ao próprio MPRR”, acrescentou.


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