Delegacia esclarece roubo de veículo e prende acusados

Publicado em 08 setembro 2014

Um crime de roubo, com emprego de arma de fogo em que o empresário J. A. S., foi alvejado com um tiro no dia 04 de janeiro deste ano e teve seu veículo uma Hilux, de placa OAD-2079, e mais R$ 12 mil em espécie, levados pelos ladrões, foi esclarecido pela equipe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRRFVAT). Quatro homens foram identificados e dois já estão presos por força de mandado de prisão preventiva.
Segundo o delegado titular da DRRFVAT, Maurício Nentwing, a vítima entregava uma mercadoria em frente a um comércio, quando foi abordado por três homens com os rostos descobertos, sendo um deles armados. Ele reagiu e travou luta corporal com eles, quando foi baleado. Os bandidos levaram o veículo, Hilux e o dinheiro. No mesmo dia, a noite, o carro foi encontrado incendiado no Anel Viário. Foi instaurado Inquérito Policial (IPL) para investigar o crime.
O empresário foi submetido a uma cirurgia e teve que fazer tratamento fora de Roraima.
No dia 01 de julho uma quadrilha composta por quatro homens foi presa por policiais militares acusados de um assalto contra outro empresário, E. F. S. Em poder do bando foi encontrada uma L-200 vermelha, de propriedade de um deles, duas armas de fogo sendo um revólver calibre 38 e uma pistola 9 mm.
Nentwing explica que a partir desta prisão, o delegado plantonista do Plantão Policial Genérico (PPG), Jorge Wilton Nepomuceno, foi quem lavrou o flagrante contra os quatro homens e encaminhou para a DRRFVAT, uma cópia do procedimento indicando a possibilidade de alguns destes presos terem participação no crime de janeiro contra J. A. S.
Ainda segundo o delegado, quando a matéria jornalística foi divulgada na imprensa e também nas redes sociais, a vítima J. A. S., reconheceu três dos assaltantes.
São eles: Marcicleide Batista Vieira (quem estava de posse da pistola e atirou contra J. A. S.); Jenderson Cardoso Pereira, sobrinho de Marcicleide e Elivelton dos Santos Vieira, que é irmão de Marcicleide. Este último não participou diretamente do assalto, mas foi o mentor do crime. Ele prestou serviços para a vítima.
Elivelton Vieira havia vendido um terreno para a vítima, em outubro do ano passado. A vítima pagou a vista a importância de R$ 40 mil em espécie.
“Ele percebeu que a vítima andava com dinheiro, conhecia a vítima e foi quem arquitetou o crime. Para não ser identificado, ele não participou diretamente do roubo”, disse o delegado.
Ainda segundo Maurício Nentwing, as investigações apontam que após o assalto os ladrões se esconderam em um sítio. Posteriormente, Elivelton Vieira, juntamente com os outros, levou o veículo para o Anel Viário e o incendiou. Depois, ele levou os comparsas para se esconderem em outro sítio.
“O Elivelton é o mentor do crime, quem planejou e deu as informações para os acusados que executaram o crime. Depois, ele levou o bando a incendiar o veículo e deu fuga a eles. Eles incendiaram o veículo para evitar que a equipe da Perícia Oficial da Polícia Civil encontrassem impressões digitais. Eles pretendiam continuar impunes, sem serem identificados”, informou o delegado.
O delegado informou ainda que no assalto ocorrido contra o empresário E. F. S., no mês de julho, o acusado Elivelton Vieira participou diretamente, uma vez que quem conhecia a vítima era o irmão dele Marcicleide Vieira.
“Neste caso o Elivelton chegou a atirar em direção a esse empresário, que por sorte não foi atingido. As investigações apontam que ele e o bando dele agem com violência contra as vítimas, que preferencialmente são empresários. Outro detalhe sobre essa quadrilha é que quando eles identificam um alvo fácil, eles planejam o crime, mas aquele que conhece a futura vítima não participa diretamente da execução, fica na cobertura”, disse.
Dos quatro homens presos no mês de julho, somente Jenderson Pereira permanece preso. Aos ser ouvido na Delegacia de Roubos e Furtos ele foi reconhecido por testemunhas e pela vítima J. A. S., do crime ocorrido em janeiro.
“Ele confessou o crime e disse que o tio dele Marcicleide participou e o Elivelton foi quem deu fuga após a destruição da camionete. Há uma quarta pessoa dessa investigação que terá o nome preservado, uma vez que não foi decretada sua prisão. Estamos buscando mais elementos para comprovar a participação dessa pessoa”, disse.
O delegado esclareceu que testemunhas se sentiram ameaçadas, as vítimas estão aterrorizadas pela violência que sofreram e se sentem amedrontadas. Com base nisso e nas intensas investigações, o delegado Maurício Nentwing solicitou a prisão preventiva dos quatro investigados. Entretanto, segundo ele, a prisão de três foram decretadas pelo juiz substituto que responde pela 2ª Varia Criminal de Competência Residual, Erasmo Halysson Souza de Campos.
O acusado Marcicleide Vieira foi preso na manhã deste domingo, 07, em frente a sua residência no bairro Cambará. O mandado de prisão preventiva contra Jenderson Cardoso Pereira foi cumprido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. O Acusado Elivelton Vieira está foragido.
O delegado destacou a participação na investigação e prisão dos acusados, dos agentes da DRRFVAT, da Delegacia de Defesa da Infância e Juventude (DDIJ), do Pronto Emprego da Delegacia Geral (DG) e do delegado Jorge Wilton, do Plantão Policial Genérico.
“Foi um trabalho integrado, que contou com a participação desses policiais de forma direta e indireta. Esclarecemos o crime e estamos inclusive investigando a participação desta quadrilha em outros casos”, disse o delegado. Ele ressaltou que qualquer informação que leve a prisão de Elivelton Vieira pode ser repassada à Central Integrada de Operações Especiais pelo 190 ou 197 ou para o Disque Denúncia pelo número 181″, concluiu.


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