Integração do sistema de segurança possibilitou recaptura imediata de foragidos

Publicado em 18 agosto 2014

A fuga de dez reeducandos da Cadeia Pública de Boa Vista, ocorrida na tarde deste domingo (17) teve pronta resposta por conta da integração do sistema de segurança – que envolve as polícias Civil, Militar, Corpo de Bombeiros, além da Divisão de Capturas (Dicap), Força Tática, Guarda Municipal e Ronda nos Bairros. Em poucas horas, todos os foragidos foram recapturados.
Os reeducandos aproveitaram uma “brecha” entre o término do período de visitas e a chegada das refeições. Dois internos fizeram um agente penitenciário refém e em seguida libertaram os demais presos que estavam no Regime Disciplinar Diferenciado, que são aqueles de grande periculosidade. Segundo o secretário da Segurança Pública, coronel Amadeu Soares, os fugitivos não tinham qualquer articulação, o que possibilitou as recapturas.
“Todas as equipes do sistema integrado de segurança saíram em campo e em poucas horas conseguiu recapturar os fugitivos, a maioria deles, nas proximidades da Cadeia Pública. Os demais, por conta das equipes de inteligência. Essa pronta resposta faz parte da prerrogativa do Governo de segurança pública, que é tolerância zero a criminosos e a eles serão aplicado o rigor da lei”.
Os foragidos foram: Getúlio Pinho Torres, Edson Santos Rocha, Tiago Souza Lima, Jhonata Neves da Silva, Fernando Góes Pereira, José da Costa, Thiago Alexandre dos Santos, Angelino Ribeiro da Silva, Joel dos Santos Menezes e Daniel Batista, o “Mão de Paca”, que chegou a ser baleado na perna ao tentar tomar a arma de um agente durante a fuga.
O secretário da Justiça e Cidadania (Sejuc), Natanael Nascimento, os foragidos relataram durante a recaptura que a fuga foi uma represália aos agentes penitenciários que estavam de plantão neste domingo, uma vez que estes são os que mais agem com rigor e disciplina no sistema penitenciário. “Muitos presos querem que os agentes façam o ‘jogo’ deles. Porém, o que nós precisamos é justamente de homens e mulheres que apliquem medidas austeras e que hajam com rigor”.
A Sejuc vai também apurar se houve facilitação por parte de servidores da Cadeia Pública, sobretudo por conta de um estilete utilizado por um dos reeducandos ao fazer refém um agente penitenciário. As condutas serão individualizadas e em aproximadamente 30 dias, a pasta já terá um parecer a respeito.
“O que é importante é que a sociedade se sinta segura. Toda e qualquer fuga de reeducandos será reprimida, pois a população não pode ficar à mercê de indivíduos que deveriam estar pagando por seus crimes no sistema penitenciário”, ressaltou Nascimento.


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