Joaquim Ruiz esclarece dúvidas sobre extinção dos índios Pirititis

Publicado em 11 novembro 2016

 

O deputado Joaquim Ruiz (PTN) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima nesta quinta-feira, 9, para apresentar documentos relacionados à extinção da etnia indígena Pirititi.

Ele destacou que, por possível falta de informação, a imprensa noticiou que essa seria um povo indígena recém-descoberto. Ele entregou à Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural, que apura o conflito entre os índios e os agricultores, cópias de uma matéria do Jornal do Brasil de 1991, que relata uma guerra entre os Wimiri-Atroari e os Pirititis, em que esses últimos estariam sendo exterminados pelos primeiros. A matéria também diz que a área de confronto, à época, estava dentro do Estado do Amazonas.

Ele entregou também a parte do relatório da Comissão Nacional da Verdade, criada no governo Lula, para reconhecer um erro praticado pela ditatura contra os brasileiros que defendiam um sistema de governo diferente. “O relatório cita o desaparecimento total de outro povo indígena que vivia na região, ‘os Pirititis’. O que ocorre agora é que a Funai (Fundação Nacional do Índio) fez uma consulta a Deus e Deus mandou descer do céu seis índios Pirititis, na Vila do Equador, para recriar o povo, Pirititis”, disse, em tom de sarcasmo.

O deputado Coronel Chagas (PRTB) endossou o discurso de Joaquim Ruiz relembrando que mais de 80% do Estado é comprometido com áreas indígenas e reservas florestais. “Roraima tem diversos obstáculos para o seu crescimento. Temos 49% das nossas áreas comprometidas com as terras indígenas e mais 39% com questões ambientais elevando para 88% o total comprometido. Vamos continuar dando suporte a essas bandeiras, tão caras para o país e o planeta. Agora, dos 12% ainda querem tirar para uma etnia já extinta. Precisamos estar atentos a isso e debater, discutir as razões que ensejaram essa portaria visando a criação dessa nova terra indígena sem ouvir o Congresso Nacional e o povo de Roraima”, reforçou.

Justificativa – Ao rebater críticas do deputado Izaias Maia (PTdoB), sobre aprovação de crédito para a CERR (Companhia Energética de Roraima), Joaquim Ruiz disse que antes de votar pela aprovação do crédito suplementar no valor de R$ 8 milhões e R$ 1,3 milhões, teve a preocupação de ler todas as justificativas, e que entendeu ser pertinente atender às comunidades indígenas com a recuperação dos equipamentos e a aquisição de óleo diesel. “Com relação aos R$ 8 milhões, tive a preocupação, antes de dar o meu voto para a aprovação e li tudo. Os recursos são para comprar peças e equipamentos para recuperar os motores sucateados que funcionam queimando óleo diesel. Votei consciente porque o dinheiro era específico para comprar diesel”, justificou.

Afirmou também que a solução para a denúncia citada pelo parlamentar, noticiada em um veículo de comunicação na edição desta quinta-feira, 10, é a apuração. “Se o presidente da CERR diz que há um rombo milionário, cabe a esta Casa, através da Comissão de Constituição e Justiça, pedir a documentação dessa denúncia feita, para que possamos apurar e abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). E se foi cometido todos esses delitos, que as pessoas sejam condenadas. Se vossa excelência será o primeiro, eu serei o segundo assinar para abrir a CPI”, disse.

Ausência–  Joaquim Ruiz não poupou os deputados que compõem a base do Governo e que estão obstruindo as votações em plenário durante toda a semana. “Quero explicar que esses parlamentares querem arranjar um pretexto para não vir votar matérias importantes. Temos R$ 22 milhões para votar para as secretarias de Educação e R$ 1.4, milhões para Saúde.

 


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