Prefeitura de Boa Vista quer reduzir entraves para o desenvolvimento do agronegócio no município

Publicado em 03 setembro 2016

 

A Colheita da Soja 2016 deve resultar em 76 mil toneladas do grão em Roraima, um movimento de mais de R$ 80 milhões na economia local. Dos 25 mil hectares plantados no estado, quase quatro mil estão situados na capital Boa Vista. Uma área ainda considerada pequena, mas com grande potencial de expansão. Desenvolver o agronegócio no município é um desafio assumido pela Prefeitura de Boa Vista, que reuniu nesta sexta-feira, 2, produtores, representantes do Governo Federal, parlamentares, instituições financeiras como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia, além de entidades ligadas à agricultura, para discutir alternativas e atrair investimentos para  fomentar a produção agrícola do município.

 

O executivo municipal se comprometeu em realizar o Zoneamento Ecológico-Econômico, que visa viabilizar odesenvolvimento sustentável a partir da compatibilização do desenvolvimento socioeconômico com a conservação ambiental. Outras medidas são a desburocratização do licenciamento ambiental e a oferta de assistência técnica aos produtores. Mas, ressaltou que para garantir o crescimento do setor são necessárias a retomada do crédito agrícola e a eliminação de um dos principais entraves para o crescimento do agronegócio no município: a regularização fundiária.

 

O senador Romero Jucá mediou o encontro e destacou que a posição geográfica do estado é estratégica para o escoamento da produção e que o investimento adequado no setor pode colocar Roraima na condição de nova fronteira agrícola do país. No entanto, para chegar a esse resultado, o parlamentar falou que é preciso melhorar a infraestrutura do estado e do município, que passa, além da regularização fundiária, pela solução da questão energética e de logística.

 

Jucá afirmou que medidas serão retomadas pelo Governo Federal como a construção da estrada até Georgetown, na Guiana – porta de saída para o Caribe -, e a conclusão do Linhão de Tucuruí, que vai interligar Roraima ao sistema energético nacional. Ao destacar os esforços da prefeitura para viabilizar o desenvolvimento do agronegócio, ele explicou que o objetivo é transformar Boa Vista em modelo de produção na Amazônia.

 

“Nós queremos fazer de Boa Vista um laboratório positivo para criar um modelo de desenvolvimento sustentável, que possa ser estendido ao estado de Roraima e depois a toda Região Norte. Nós temos um desafio que é desenvolver a Amazônia, criar emprego e atividade econômica sem devastar o meio ambiente. Boa Vista está disposta a ser esse modelo. A prefeitura está se propondo a fazer uma série de ações importantes, nós estamos trazendo a parceria do Governo Federal e terão papéis que Governo do Estado também vai ter que desempenhar. É um esforço coletivo para fazer com que Roraima e Boa Vista sejam competitivos”, ressaltou.

 

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, também esteve presente na reunião. Geller citou que o Governo Federal vai se empenhar junto às instituições financeiras para viabilizar a chegada do crédito agrícola às mãos do produtor, que as etapas para agilizar o acesso já estão sendo concluídas. “Nós já resolvemos a questão do zoneamento agrícola da cultura da soja e do milho, até novembro nós vamos liberar o zoneamento para todas as culturas que possam vir a ser produzidas aqui, isso é importante porque se não tiver o zoneamento o produtor não pode pegar o recurso dos agentes financeiros. Nós vamos fazer um acompanhamento de perto no direcionamento dos recursos pra cá”, disse.

 

Sobre a regularização fundiária, Geller frisou que o Governo Federal vai ajudar na questão e que o Estado também precisa se empenhar para realizar a titulação das terras.  “Nós temos que resolver esses problemas e deixar os produtores trabalharem, porque eles têm tecnologia e mercado. Essa região é uma nova fronteira agrícola que surge, isso não é só bom para Boa Vista, é bom pra Roraima e para o restante do país”, completou.

 

Com as ações a serem desenvolvidas, o apoio das instituições e os incentivos aos produtores, a Prefeitura de Boa Vista pretende colocar em prática a modernização agrícola do município.  O plano é conseguir, no período de um ano, subir de 3.800 para 10 mil hectares de área plantada de soja em Boa Vista, elevar o faturamento de R$ 5 milhões para R$ 70 milhões e investir em outras culturas. “A iniciativa do poder público é de fundamental importância para o crescimento da produção agrícola e para o desenvolvimento econômico de Boa Vista e de todo o estado, por meio do agronegócio”, disse Antônio Denarium, presidente da Associação dos Produtores de Soja de Roraima.


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