ENTREVISTA – Kaká: Chorei muitas vezes, mas agora quero vencer!

Publicado em 07 outubro 2011


O meia-atacante Kaká, do Real Madrid, admitiu nesta quinta-feira que chorou muitas vezes quando as coisas não iam bem para ele no time, após ter passado por duas graves lesões em dois anos. Hoje em dia, ele se mostra otimista e disse estar em forma para buscar um posto na equipe.
– Chorei muitas vezes, sempre com pessoas próximas. Não entendia. Sempre busquei o parâmetro de atleta do passado, com boa alimentação e dormindo cedo, esse perfil. As coisas não iam bem fisicamente e isso me deixava muito mal. Eu era um robô – declarou o brasileiro à emissora de televisão do clube merengue.
Kaká afirmou que, durante a recuperação, quando chegou a disputar algumas partidas, ia para casa treinar sozinho. Para ele, a principal motivação é jogar com frequência no Real Madrid e, sobretudo, vencer com o time.
– Acredito muito que vou vencer aqui, e isso me motiva. No primeiro ano, tive problemas de púbis. No segundo, foi o joelho. Isso, psicologicamente, não era bom. Minha motivação era vencer – comentou o jogador.
O meia-atacante disse ter uma dívida com a torcida, com o presidente e com toda a equipe do Real Madrid. Por isso, quer atender à esperança daqueles que acreditaram nele.
– O presidente (Florentino Pérez) me perguntou qual era meu problema no Real Madrid. Respondi que era eu. Fisicamente, o que sentia era como um robô em campo, os movimentos muito duros. O que era dinâmico, normal, começou a ser mecânico, um jogador previsível. Tudo me deixava muito mal. Mas finalmente estou aqui, o presidente (do clube) não me vendeu – completou.
Kaká destacou ainda o apoio do técnico português José Mourinho durante o período em que se recuperava.
– Só posso falar coisas boas dele. Era um jogador com responsabilidades que não estava bem, que poderia ser vendido. Mas ele acabou me ajudando. Esta confiança se ganha no treino, acho que estou ganhando agora. Mas foi muito difícil. Houve treinos que foram um desastre – apontou.
O brasileiro disse também que o apoio do português e da comissão técnica foi fundamental:
– Não era problema dele, era meu. Ele me ajudou, ficou do meu lado, me pedia calma e paciência. Todos os outros também. A parte psicológica é fundamental, com palavras de apoio. É preciso saber dizer as coisas, e essas pessoas souberam muito bem.




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