Um conto de natal…

Publicado em 31 dezembro 2016

natal-de-jesus-cartazA paz e tranquilidade só eram quebradas nos últimos tempos pelas marteladas quase que permanentes do filho, que não cansa de construir e concertar as coisas no reino. Fora isso tudo perfeito. Mas quando menos se esperava começou uma correria e gritaria que só foram vista na última grande batalha contra um dos mais importantes aliados do Rei que havia se levantado de uma hora para a outra, reunindo alguns rebeldes que lhe seguiam para tentar tomar o reinado.
Os gritos ecoavam por todos os cômodos do castelo.
_Caiu! Caiu!
_Caiu! Caiu!
Um dos principais do reino corre para saber com o mensageiro.
_ Porque essa Histeria, quem caiu?
Perguntou o Chefe da guarda real.
_ Senhor ele caiu…
_ Ele? Ele?
_ Sim. Ele mesmo.
_Não pode ser.… o Rei vai ficar arrasado. Ele os amava tanto que todas as tardes, parava tudo, só para ficarem juntos
_Meu senhor quem vai dar a notícia?
_ Ninguém precisa avisar. Esqueceu que Ele sabe de todas as coisas e nada foge do seu controle.
Na sala do trono uma grande assembleia é iniciada… Todos os principais do reino estão conversando entre si em busca de uma solução. Enquanto o Rei sentado em seu trono com o semblante preocupado decidi chamar seu principal Conselheiro e Consolador. O Rei nunca toma uma decisão sem antes ouvi-lo.
De repente as portas da sala do trono se abrem e o local é invadido pelas trevas e no meio delas sai o adversário. Sem deixar ninguém perguntar o que ele faz a li, ele começa seu discurso sobre as leis e a justiça do grande Rei.
Apontando para o Soberano ele diz:
_ Tu sabes que o preço do pecado, da desobediência e da rebelião é o inferno… São leis criadas e determinadas por Ti. Portanto eles são meus. Totalmente meus.
Um silencio de dor tomou conta do reino, que só era quebrado de vez em quando pelas marteladas intermináveis do filho na carpintaria.
O Rei sabendo que não podia voltar sua palavra, nem revogar suas próprias leis consulta o Conselheiro principal. Ele faz uma proposta ao adversário.
_ O que queres por eles?
Um alvoro toma conta do local, gritaria de todos os lados, ninguém aceita essa decisão…
_ Meu Rei, não podemos nos tornar reféns das vontades desse louco rebelde… até porque eles não valem nenhum sacrifício.
O Conselheiro principal do Rei interrompe o discurso do chefe da guarda real…
_ Como você pode pensar dessa maneira…
Olhando para o poderoso Rei Ele diz;
_ Eles podem ter errado, são fracos e desobedientes. Mas são nossa imagem e semelhança…
Protesto, grita o chefe da guarda…
_Não podemos nos render à vontade dessa criatura, por conta dessas coisas. Meu Rei, tu tens poder para criar tudo de novo. Quantas vezes quiserem. E a verdade é que se eles falharam, desobedeceram tem que pagar. Que seja feita a justiça.
O Rei interrompe a discussão e começa a falar…
_ Meu caro chefe, suas intenções são louváveis. O adversário está coberto de razão. Eles erraram e precisam pagar. Mas se há alguma coisa que possamos fazer para salva-los eu farei.
Olhando para o reclamador de justiça, o adversário, o Soberano Rei volta perguntar:
_ O que queres por eles?
Com uma gargalhada debochada, o tirano rebelde questiona.
_ O Senhor vai querer pagar por criaturas tão desprezíveis, ingratas que no final vão lhe virar as costas de novo?
Sem se deixar levar pelas provocações o Rei repete a pergunta:
_ O que queres por eles?
Um silencio maior ainda toma conta de todo o reino… Segundos depois, antes da resposta do adversário. O barulho de marteladas retorna, só que dessa vez bem mais alta. O inimigo olha dentro dos olhos do Rei e diz.
_ O teu maior tesouro. O que você mais ama.
Volta o alvoroço no local, gritaria de protesto de todos lados… O chefe da guarda respondendo por todo o reino volta a protestar veemente.
_ Meu Rei, Meu Senhor… não permita. Por favor Ele não.
O Soberano consulta mais uma vez o Conselheiro principal e levanta do trono.
_ Quem vai decidir essa questão será Ele mesmo.
Os protestos retornam, misturados com choros e clamores para que o Rei não permita que Ele decida. Todos sabem como Ele ama a humanidade, o quanto Ele é misericordioso e que Ele faria tudo para lhes proteger.
O Rei senta no trono todos se calam, o adversário some. O silencio retorna, até que todos percebem que o som das marteladas cessou.
Feliz Natal para todos!!!

Pr. Marcone Lázaro


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